I just don’t know what to do with myself

Parece que depois que eu saí da escola, o White Stripes se tornou a banda oficial da trilha sonora da minha vida. Começou a tocar a música “I just don’t know what to do with myself” em loop desde o primeiro dia, até então. É, tem quer ser a versão do White Stripes, que é mais rock’n’roll e traz uma pitada de melancolia gratuita. E porque aquele clipe com a Kate Moss é ma-ra-vi-lho-so. Antes, os meus atos eram regidos muito mais por um bando de gente que não fazia a mínima idéia do que se passava na minha cabeça do que por mim. Mãe, pai, irmão, avós, tios, professores, diretores… quanta gente cuidando da minha vida. Aguentei em silêncio até os 18 pra poder dizer: agora quem manda em mim sou eu. Mais ou menos em silêncio. Acho que eu posso adicionar uns 50 ou 60 surtos psicóticos nesse rolo, umas 3 fugas, aulas cabuladas, um ano de repetência no ensino médio e algumas boas lições que aprendi durante esse trajeto. E depois que fiz 18 também acabei descobrindo que não era bem assim que funcionava. “Agora quem manda em mim sou eu” foi o pensamento mais ilusório de todos os tempos. Tanto que hoje eu tenho 20 anos e ainda devo um montão de explicações pros meus pais. Eles ainda pagam meu teto e comida. Fazer 18 anos não significa emancipação, a menos que você tenha dinheiro e muita responsabilidade pra conseguir viver por conta própria lá no mundão.

Graças às forças cósmicas do universo, caí em uma família que me abriu um leque com infinitas possibilidades de caminhos a serem trilhados. Eu poderia ir pra faculdade, optar por qualquer curso que quisesse. Também poderia esperar 6 meses, um ano ou quanto tempo precisasse pra decidir melhor o que iria fazer. Afinal, decidir o que você vai fazer pro resto da vida não é assim tão fácil. Nem pensei duas vezes e fui fazer faculdade de Moda logo que o colégio terminou. Acho que foram os deuses que sussurraram esse conselho nos meus ouvidos, porque não poderia ter feito escolha melhor. Entrei pra um Reality Show e portões de castelos se abriram pra mim. Portões que eu não esperava que seriam abertos tão cedo. E lá no meio daquela confusão de emoções, entre câmeras, microfones, novas amizades e oportunidades, descobri que pertenço à comunicação. Hoje estou exatamente aonde deveria estar.

Tranquei a faculdade de Moda e criei um blog. Resolvi que iria escrever durante 6 meses, enquanto decidia se queria cursar Jornalismo ou Cinema. Minha meta maior de profissão naquele momento era dirigir uma revista. Imaginei que o curso de Jornalismo seria muito mais conveniente. Me inscrevi pro vestibular e passei. Já estava tudo decidido, até anunciarem a data única pra fazer a matrícula. Eu estaria lá na Califórnia com a minha família nesse dia, e preferi ir viajar do que entrar pra faculdade, hahaha. Mais um ponto pro destino. Pensei melhor e vi que não tinha certeza do que iria cursar. Analisei a grade mais umas 40 vezes e encontrei ali no meio uma matéria ou outra que me faziam abrir um sorriso. Continuei escrevendo meu blog e procurando. Pensei em ir estudar fora do país, mas decidi que ainda não era o momento. Tinha muita coisa rolando aqui no Brasil! No final das contas, o blog acabou dando certo de um jeito que nem imaginava e consegui alcançar metas de vida que tinha colocado pra só daqui alguns anos. Às vezes fazer o diferente do planejado acaba dando certo! Mas continuo achando que foi destino.

Daqui algumas semanas vou prestar mais um vestibular, dessa vez pra cursar Cinema. E aí mais um monte de indecisões me vieram à cabeça. Será que me mudo pra um apartamento que seja perto da faculdade? Ou será que vou de carro e enfrento um baita trânsito todos os dias mas guardo meu dinheirinho pra investir em outras coisas? Será que alugo o apartamento e monto uma loja online e nem começo a fazer faculdade ou será que faço tudo ao contrário? É tudo meio oito ou oitenta. Será que compro donuts ou salada de frutas? Compro uma bicicleta ou me caso em Las Vegas? Fiquei me martelando com dúvidas durante tempos e resolvi que, daqui pra frente, vai ser um passo de cada vez. A ansiedade é inimiga das decisões mais acertadas. Não dá pra tentar planejar o que vai acontecer no futuro porque a gente não sabe nem o que vai rolar no dia de amanhã. Aliás, não sei nem o que vai ter hoje pro jantar. É relaxar o coração, botar a mente pra funcionar e fazer as coisas acontecerem. Quanto mais cedo você botar seus sonhos em prática, mais cedo vai chegar aonde hoje você gostaria de estar. Sem esquecer que o presente deve ser vivido como se fosse acabar. E acaba mesmo, por mais que pareça clichê.

Vi esse texto – antigo – da Gi Ferrarezi e adorei, sem ter nada a ver com a minha vida, de alguma forma entrei nesse mundinho de clichês e incertezas, porque na verdade a gente não sabe de nada, só fingimos que sabemos!

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O vizinho de prédio

Ele era aquele amigo babaca que todo mundo tem, que só fala bobeira e ri de tudo, não foi nada romântico, ele se mudou pra um apartamento no meu prédio e naqueles encontros no elevador e na portaria, acabou que a gente se aproximou, nunca nada passou pela minha cabeça e talvez nem pela dele, a gente ia rindo que nem retardados, ele era pra quem eu fazia caretas e podia ser tão lesada como eu sou, sem me preocupar com nada, eu não ligava em ter acabado de acordar e estar com aquela cara amassada ou estar sem maquiagem, eu podia dar risada do meu jeito estúpido e ele tirava todo aquele charme que ele tinha com as garotas, a gente não ligava e ria de tudo, e tudo era sobre isso, rir. As coisas complicaram e ele ficou do meu lado, a gente se aproximou e as coisas mudaram, eu comecei a ligar pra minha aparência perto dele e ele começou a me abraçar mais, e entre risadas e olhares coisas aconteceram e as coisas mudaram até que a gente nunca foi de grudar, mas eu virei uma daquelas garotas e ele do nada começou a ter um charme especial.

Hoje eu me sinto mais feliz do que nunca. Me sinto bonita, feliz, produtiva, bem amada, em um lugar seguro e, ao mesmo tempo, cheio de novidades. Sinto que tenho um mundo inteiro pra explorar, junto de um amigo que me faz sentir viva e especial. Que deixa tudo mais gostoso. E que transforma os dias ruins em dias felizes. E que depois que ele chegou, os dias ruins foram desaparecendo cada vez mais. E eu queria dizer pra você que tá lendo esse texto, que existe sim uma pessoa que vai te fazer mais feliz. Digo que é “mais feliz” porque, pra essa pessoa aparecer, você já tem que ser feliz. E se você acha que alguma pessoa nesse mundo pode te transformar de pessoa triste pra pessoa feliz, pode tirar seu cavalinho da chuva. Só você pode escolher isso pra si mesmo. E aí, quando você for feliz, as coisas mais inesperadas vão acontecer. Eu esperava um príncipe encantado, mas ele não apareceu… mas veio algo melhor: Um cara de verdade!

A Sete Chaves

O mais ridículo de tudo é que você ainda achava que era segredo, aquela mudança de pensamento e atitude que vinha em você de uma hora pra outra, diziam que era do nada, sem explicação mas não. Era só você não conseguindo lidar com a situação do momento, podia nem haver com o momento, mas uma palavra uma expressão, aquela expressão que te fazia lembrar ou pensar em algo do passado próximo, alguma coisa que você queria trancar e perder a chave, naqueles últimos dias ainda mais. Não era mais um surto louco e sem nexo, nem uma crise anti-social, era só você e as suas emoções acumuladas, os pensamentos perdidos, que você achava que guardava para si mesmo, naquele momento, você se afastava e saia, mudava a expressão e lá vinham os falatórios sobre o seu jeito bipolar, só que ninguém se importava, mas alguma coisa quando você engolia em seco e bufava, alguma coisa que fez eu me achar dentro dos seus pensamentos, dentro das suas forças, dentro do seu olhar, era instantâneo, as vezes acontecia do nada, até que eu descobri o tal segredo que você guardava a sete chaves que só eu que conseguira decifrar o código pra entender você.

Eu jogada no seu sofá, procurando algo bom na sua TV, e você olhando pela janela a fora, pensando ou não, era esses um dos momentos que se conseguia ver uma história através dos seus olhos, você respirava pela boca, sentia o frio de uma manhã num apartamento da capital de São Paulo, eu tentava decifrar seus pensamentos, mas as vezes não era nada, mesmo não sabendo direito do que se tratava os tais pensamentos, fui em sua direção e lhe dei um beijo, pelo rosto chegando ao pescoço, sussurrando ao pé do ouvido um ”tenho que ir” devagar, esperando ainda você se virar, ms não, você não mudou de posição, como se eu não conhecesse seu jeito, eu, saindo já com a chave do carro na mão, que estava sobre a mesinha ao lado da porta do apartamento, toquei a maçaneta e você se virou, apenas sorrindo, mas me deixou sabendo que você estava bem. As vezes até parece que a gente perde todo aquele charme melancólico. Não daria pra transformar nossas memórias em um livro de romance, só dão pra encher mais uma caixa guardada perto dos sentimentos, que só você entende, mas eu já descobri a senha.

As 7 Fórmulas para o Amor

Sabe quando tudo que as pessoas perguntam é ”como encontrar o amor” bom, eu hoje lhes digo, sem restrições de sexo, cor ou língua, para achar o amor não há um jeito nem uma poção mas há o necessário para você acha-lo. Vamos começar então… Todo mundo quer acha-lo só que querem um amor do jeito deles, nas restrições deles, sem querer de verdade um amor, mas sim alguém pra exibir, como ele é bonito, como ele é rico, como ele é tudo. Sem se lembrar do verdadeiro motivo, ter alguém pra amar não alguém pra exibir.

Sempre vai haver alguém pra atrapalhar, alguém pra dizer que você merece alguém melhor, mas não, você tem defeitos, e sua cara não define quem você é, abaixa o egocentrismo e narcisismo e procura alguém que antes amor seja amigo, que antes namorado esteja com você e não saia se jogando em cima de qualquer (cachorro) que ver pela frente! Não ache que com o tempo ele vai mudar, que isso nunca acontece, tá, tem algumas exceções mas pense na regra.

Onde você quer encontrar esse cara (ou garota), você tem que saber o que quer um cara legal/garota legal ou uma puta/cachorro miserável, não pense que qualquer um serve, tem que ser o que você não vai se arrepender de ter se apaixonado, aquele (deixando claro, ou aquela) que retribua e te trate como gente, te assuma e etc.

Para de esperar pelo ”destino fazer o seu trabalho” e vai fundo, se declara, não esconde os sentimentos, se já se apaixonou é tarde pra se arrepender, ele já te rendeu e para logo de se esconder, perde a vergonha, esse não te quis bola pra frente que tem outro, a pessoa perfeita não existe, não entenda, aceite!

Antes de querer o namorado perfeito, seja a namorada perfeita, espere dele o que você pode ser, não espere mais do que você é, ele erra em algum ponto, do tipo, ele esqueceu a tal data ou esqueceu de alguma coisa, entenda que você também já errou em algum ponto, aprenda a entender que ele faz o melhor que pode, aí se ele não faz o melhor e não dá a mínima, ele não está preparado pra ter algo sério ou maior o amor de um só do casal não é bom, vira paixão e isso não conta.

Vamos agora voltar ao princípio do porque de você querer encontrar o amor, por solidão, por carência, por todo mundo estar namorando ou por achar que é a hora de crescer nesse lado? Se por solidão arruma um amigo, por carência arruma um ficante, por todo mundo ter só se manca e se por realmente querer ter com quem estar perto, por ter com quem conversar, alguém realmente próximo para você poder realmente amar, daquele jeito que sempre quis.

Por fim, para de achar que ninguém gosta de você e mimimi, cara, vai passar seu tempo fazendo outra coisa ao invés de pensar nisso, muda, evolui, cresce, viva, saia com os amigos e tudo mais se for pra achar alguém que seja inesperado, que seja quando você for você mesma e quando o mundo ver a sua essência, e claro vai ser feliz que o amor vem de brinde!

As Paixões de Marina

Marina, 19 anos, formada em estética e cursando jornalismo. Marina já quis fazer direito, informática, letras, cinema, artes, moda e até matemática na época da escola, os pais não sabiam se compravam o que ela queria já que um mês depois ela tinha uma nova ”paixão”, como ela mesma dizia ”mudando o ângulo de ver”. Nunca se decidiu, até a chamavam de ”maria-vai-com-as-outras” mas até que não, ela só não sabia do que gostava mesmo, a verdade é que ela gostava de tudo um pouco e aí fica um pouco difícil, ela então teve um dia que não aguentou mais e depois de o próprio consultório aberto com ajuda de empréstimo por ser a primeira da turma, muda mas muda de vez, entra em um curso de jornalismo em uma universidade conhecida, os pais e os amigos sentem pena daquele em que ela tirou a vaga, sabendo que ela não cursaria por muito tempo, ela largando de mão sempre que começava um cursinho novo, assim foi com o alemão, corte e costura, cozinha para iniciantes, maquiagem, pré faculdade de moda, francês básico e até o de cálculo avançado que eu nem sei o por quê dela se quer começar. Mas lá foi ela, entrou na faculdade e foi fazer as compras básicas de sempre que ela fazia quando mudava de gosto. Foi lá com os cadernos, livros revistas, coleções de DVD’s um novo notebook e etc. Estourou o cartão. Chegando em casa, teve de achar espaço pra mais umas tranqueiras pra sua coleção, o mais incrível é que ela ainda se empenhava em todos os cursos que fez e alguns ela até terminou, achavam que a garota era só desperdício e até que não, ela ainda vai bem na faculdade, ainda depois de tantas trocas ela ainda muda um pouco de área, casa semestre ela acrescenta mais especializações. E ela até que decidiu doar e jogar fora algumas daquelas coisas que ela guardava de cada curso e principalmente os vários cremes que ela comprou ao longo da faculdade de estética. Não é que a menina deu jeito? Hoje em dia parece té outra pessoa, mudou bastante, finalmente decidiu tirar aquela tinta loira que passou no cabelo quando começou o curso de pré faculdade de moda, voltou as origens do cabelo castanho, tirou as lentes verdes que usava por não gostar de óculos, mas hoje já se rendeu aos encantos de um wayfarer, mais feliz que nunca, ainda mais com aquele novo namorado que trabalha na rádio e eu achando que quem trabalha em rádio é feio demais pra televisão, e olha que não hein. Bom, a vida da Marina mudou bastante ela até que parece uma garota séria, mas é só pra quem não conhece, ta fazendo estágio e conseguindo pagar as contas do apartamento em SP que comprou num surto de ser independente, tadinha não sabia que ia ser tão difícil pagar as contas, principalmente pra ela.  Finalmente aprendeu que quando você quer algo de verdade e nada muda isso, tudo vai ficar bem.

O dia em que começou

Ela então descruzou os braços e se jogou no sofá, pegou o controle remoto e foi passando os canais um a um. O telefone toca, ela olha para ele, cerra os olhos e desvia o olhar, então cai na secretária eletrônica. A pessoa desliga com apenas um ”Me Liga”, ela ignora. A noite chega, e ela apenas dorme ali mesmo. Na manhã seguinte, ela acorda com os cachorros do vizinho latindo para um carro que estava com o alarme disparado. Ela se levanta toma um banho e troca de roupa. O telefone toca e ela novamente o ignora. Agora a mensagem é mais longa, a mesma voz, diz:

– Esquece… O que era pra ser foi! Eu só não paro de pensar como é que vai ser. – E desliga.

Ela veste um vestido rodado e sai para tomar o seu café da manha num Starbucks em frente ao prédio. Se senta numa mesa em frente a porta e pede uma vitamina. Volta para o prédio e pega as chaves do carro. Entra no carro e vai direção ao sol, sem se importar aonde vai. Dirige em direção leste por uns 30 minutos, ao som de Iris, Goo Goo Dolls no rádio, ela volta para casa, esperando não fazer mais nada. Chega, vai até o quarto, para em frente ao espelho, respira fundo e sai novamente, pega seu violão, e toca, até dar a hora do almoço, sai e almoça. Volta, então, e se senta e liga o rádio no máximo, se joga e dança, do seu jeito esquisito mas dança. O sol se põe, o telefone toca de novo. A mesma voz diz:

– Desculpe. Por ligar de novo. Eu não quero estar longe de você, eu sei que você ainda sente algo – Ela então, pega o telefone e diz:

– Tudo o que eu quero é superar você, e hoje começa – Diz e desliga, respirando fundo mais uma vez e começando o processo de superar.

Eu já sabia que você era um problema

Era uma vez que ele me encontrou enquanto eu estava sozinha, eu sabia que ele era um problema, eu não quis acreditar, ainda mais quando tudo aconteceu, ele me fazia viajar na minha mente, estar com ele me fazia esquecer o que eu já sabia sobre ele. Hoje já é vergonhoso pra mim saber que eu caí na dele, que eu contrariei as minhas verdades, só pra estar com você, que eu fui contra tudo o que eu acreditava, que eu abri uma única exceção só pelo o que ele me fazia sentir, pelo o que ele me fazia ser.

Eu finjo que não sei que é por ele que eu me afogo, finjo que não sei que é por ele que eu me sinto deitada num chão duro e frio. Eu sofro em silêncio, só pra você não me ouvir chorar, só pra você não me achar fraca. Você me fez viajar na minha mente até me colocar de volta no mundo, até me deixar só, até me deixar sofrer sem uma única palavra eu soube que você já não era mais você, que você estava distante, que nunca havia ligado pra mim ou pros meus sentimentos, só pra você e pra ninguém além de você mesmo.

Hoje eu percebo o quão distante você estava quando me conheceu, percebo hoje que a piada era sobre mim, que o que eu deixei só pra acreditar em você, foi um erro, mas, não só um, vários erros cometidos só pra tentar me desacreditar o que você é. Você nunca amou a mim ou a ela ou a mais ninguém, hoje eu vejo o seu jogo, eu percebo que a culpa é minha, pois há tempos está longe quando estava comigo, eu não quis acreditar que você é um problema, mas hoje eu sei a verdade, hoje eu acredito na verdade, pois, a verdade estava sempre comigo, mas, eu não queria acreditar.

I knew you were problem – Taylor Swift

Espero que tenham gostado! Quais músicas vocês acham que daria um bom texto? Comentem!