O vizinho de prédio

Ele era aquele amigo babaca que todo mundo tem, que só fala bobeira e ri de tudo, não foi nada romântico, ele se mudou pra um apartamento no meu prédio e naqueles encontros no elevador e na portaria, acabou que a gente se aproximou, nunca nada passou pela minha cabeça e talvez nem pela dele, a gente ia rindo que nem retardados, ele era pra quem eu fazia caretas e podia ser tão lesada como eu sou, sem me preocupar com nada, eu não ligava em ter acabado de acordar e estar com aquela cara amassada ou estar sem maquiagem, eu podia dar risada do meu jeito estúpido e ele tirava todo aquele charme que ele tinha com as garotas, a gente não ligava e ria de tudo, e tudo era sobre isso, rir. As coisas complicaram e ele ficou do meu lado, a gente se aproximou e as coisas mudaram, eu comecei a ligar pra minha aparência perto dele e ele começou a me abraçar mais, e entre risadas e olhares coisas aconteceram e as coisas mudaram até que a gente nunca foi de grudar, mas eu virei uma daquelas garotas e ele do nada começou a ter um charme especial.

Hoje eu me sinto mais feliz do que nunca. Me sinto bonita, feliz, produtiva, bem amada, em um lugar seguro e, ao mesmo tempo, cheio de novidades. Sinto que tenho um mundo inteiro pra explorar, junto de um amigo que me faz sentir viva e especial. Que deixa tudo mais gostoso. E que transforma os dias ruins em dias felizes. E que depois que ele chegou, os dias ruins foram desaparecendo cada vez mais. E eu queria dizer pra você que tá lendo esse texto, que existe sim uma pessoa que vai te fazer mais feliz. Digo que é “mais feliz” porque, pra essa pessoa aparecer, você já tem que ser feliz. E se você acha que alguma pessoa nesse mundo pode te transformar de pessoa triste pra pessoa feliz, pode tirar seu cavalinho da chuva. Só você pode escolher isso pra si mesmo. E aí, quando você for feliz, as coisas mais inesperadas vão acontecer. Eu esperava um príncipe encantado, mas ele não apareceu… mas veio algo melhor: Um cara de verdade!

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Esmaltes: Bgirl

Além do tom ser beem pastel, achei bem fácil de passar, a cor pegou bem rápido e achei o resultado bom, tem várias corezinhas e não tem que ficar caçando as cores! O que é bom! Eu finalizei com um pouco de camada com brilho mas só precisou de duas mãos, os dois! Gostei bastante do resultado! A marca entregou no Brasil com três semanas e meia. Admito que comprei depois que vi uma manicure passando! hihihi Maaaaaaas, espero que tenham gostado da dica! Bisous…

Ainda em Mudança

Ainda em Mudança

Todo mundo sabe das manifestações que ocorreram – e continuam – por aí! Mas desde então tenho visto gente postando do Twitter  sobre como eles – manifestantes – são hipócritas, como cadê eles agora e etc. Mas o que essas pessoas que postam não sabem é que eles mesmos não procuram saber, antes de postar eles não se perguntam como ou por que parou de mostrar na TV. Na verdade é que a mídia (tv, rádio) são a favor da burguesia (políticos, empresários…) e não do proletariado (trabalhador) e que vão amostrar o proletariado sempre como o errado! Sim! Agora mesmo estão nas ruas lutando por um futuro melhor para todos nós! Não é a maioria, nem aqueles 100.000 da última vez, mas são aqueles que realmente querem a mudança aqueles que sempre lutaram mesmo antes dos 20 centavos, aqueles que tem forças pra lutar e sobreviver!

Aí começaram a falar de copa do mundo no Brasil. Que incrível, pensei. Surreal. Não entendo nada de futebol, mas adoro o sentimento nacionalista que nasce na galera durante os jogos. Isso é o que eu responderia há alguns meses. Que irônico seria dizer isso agora, né? Pois existe sim um sentimento unindo a população verde e amarela, mas é outro. É a revolta.

Não queremos PEC nenhum. Não queremos corrupção. Não queremos passar pelo que África passou. Não queremos emissora de televisão que só mostra a parte podre. Não queremos voto secreto no congresso. Não queremos cura para o que não é doença. Queremos planos nacionais para saúde, educação e e segurança. Queremos saber o que a Dilma pensa disso tudo.

Hoje me fiz uma pergunta e tô passando para vocês: O gigante sempre esteve acordado, mas toda a população realmente acordou? John Mayer te ajuda a refletir.

O Garoto do 709

Eu te conheci no colegial, no ensino médio, segundo ano. Você lá sentado num banco qualquer na praça que ficava ao lado da a portaria do meu prédio. Eu voltando da aula e você bebendo uma lata de coca, passei, até que você se levantou e jogou a lata no chão, com o barulho me virei e voltei, peguei a lata do chão e coloquei na lixeira que ficava ao lado do banco, continuei andando e você veio atrás de mim, gritou um ”ei” qualquer, mas não dei atenção, na verdade nem notei que você tinha me chamado. Parei na portaria e procurei a chave na bolsa, você parou e encostou na parede, olhando pra mim, eu peguei e destravei a grade vermelha, eu olhei pra você e você sorriu, perguntou se me conhecia, e qual era o meu nome, eu ignorei e entrei corredor a dentro, você veio logo atrás de mim, me seguiu até o elevador aonde eu virei e te xinguei, você sorriu, e disse:

– Vai responder agora?

-Tá! -Disse, quase gritando- Bianca!

– Júnior, prazer -Disse estendendo a mão, eu virei e ele continuou me seguindo.

Entrou no elevador comigo, e eu comecei a ficar com um pouco de medo de ele ser um psicomaníaco ou coisa do tipo, eu saí no quinto andar e ele continuou, eu dei um ”Obrigada” mental. Continuei meu percurso e entrei em casa, gritando ”Pai cheguei!” e fui pro quarto, troquei o uniforme por um vestido com estampa de cavalos. Dei uma leve penteada no cabelo e enfiei uma nota de cinco reais no bolso, corri pra não perder o elevador, entrei e bei um boa tarde pro cara do 607 e apertei o térreo, saindo do elevador, quem eu vejo (???) Sim, o tal do Júnior! Ele tava conversando com o síndico – Não suporto aquele cara – e logo se virou e sorriu quando eu passei, não entendi muito bem, talvez ele more lá ou sei lá, só sei que quando eu voltei pro prédio com o meu açaí e ele ainda estava lá só que sentado no sofá da portaria, eu me sentei no sofá ao lado e logo olhei pra ele, ele levantou uma das sobrancelhas e logo sorriu, e puxou assunto, esclarecendo logo que não era um louco nem nada, muito menos estava me seguindo, ele ainda disse que era morador do 709 só que o pai dele morava lá e ele foi morar com o pai a pouco tempo, já que acabara de entrar na faculdade, e eu ainda no segundo grau, mas ainda sim foi estranho e um pouco engraçado, ele adora contar isso naquele ”como vocês se conheceram?” que sempre acontece nas festas que os amigos deles nos chamam, agora, eu já to quase acabando o meu curso de estética e ele já trabalha, to quase convencendo os meus pais a me deixar morar com ele naquele apartamento no sul de São Paulo e acho que eles estão quase deixando, bom, a gente vai bem e até que foi legal o jeito que a gente se conheceu! Boa história pra contar no futuro… !

Amanda Luz

😀 BISOUS!